sábado, 31 de maio de 2014

ESCOLHA O BLUSH CERTO PARA VOCÊ

     

ALÉM DE CONFERIR UM TOQUE ESPECIAL À MAQUIAGEM, ELE DÁ AQUELA "CARA DE SAÚDE" AO VISUAL E TEM O PODER DE EMAGRECER O ROSTO. MAS SERÁ QUE VOCÊ ESTÁ USANDO O PRODUTO IDEAL PARA SEU TIPO DE PELE?

Apesar de não ser o protagonista da make, o blush é essencial na composição do visual, já que dá um ar "saudável" e é capaz de iluminar, bronzear e até mesmo emagrecer a face. E justamente por ser tão importante na composição do look, é imprescindível saber escolher a versão ideal para cada tipo de pele. Além disso, é preciso evitar exageros, pois esta maquiagem deve conferir um ar natural ao rosto e deve estar em harmonia com o resto da produção. É importante que a cor eleita orne com o tom da sombra, do batom e da roupa que está se usando. Portanto, eleger uma nuance que não combine com o seu tipo de cútis pode arruinar o visual.

Vejamos algumas dicas: Cada tom de pele pede uma cor de blush diferente, para que o aspecto fique natural.
Se a sua derme é:
Branca : quem é clarinha deve usar tons alaranjados bem suaves, mais puxados para o pêssego e o bege. Eles equilibram a pele e garantem harmonia ao visual. Os rosados também são ideais, mas, é claro, sem exageros.
Negra: O melhor é investir em tonalidades escuras, como o marrom, o café, o rosa queimado e o terracota. As versões bronze ou com pigmentação dourada também são boas pedidas, mas devem ser usadas com cautela, para o look não ficar artificial. Nesse sentido fuja de tons rosados e salmão, que não combinam com a pele negra.
Morena:Em geral, essa pele permite mais opções de cores para escolher. Blushes marrons e/ou bronzes dão uma aparência saudável e natural. Tons de vinho e cereja conferem um toque de sofisticação ao visual. Rosas mais intensos também estão permitidos.
Oriental: As mestiças devem apostar em tons fechados de pêssego ou rosa queimado, para dar um aspecto natural à face. Um marrom clarinho deixa o rosto mais marcante. Evite os alaranjados.

DICAS FINAIS
Para cada tipo de pele, é recomendado uma espécie de hidratante diferente, certo? E quando o assunto é maquiagem, não é diferente. Para as peles secas, os especialistas sugerem os blushes cremosos, sejam eles líquidos ou em bastão. As oleosas terão maior fixação do produto se optarem pela versão em pó. Para peles mistas, vale mais pensar na temperatura do lugar e optar por uma mais seca ou mais cremosa, dependendo se há chances de suar ou não.



sexta-feira, 30 de maio de 2014

Moda e Tendência Inverno 2014

Já preparou seu guarda-roupa ou closet para este inverno?? Ainda dá tempo, pois ainda estamos no outono e o frio ainda nem começou direito.
Anote algumas dicas:

GrungeSe você pensou nas camisas de flanela, "tipo festa junina" ,esqueça. O grunge ganha ares mais sofisticados, misturado com brilhos e estampas delicadas como os florais. O xadrez tartan, aquele escocês, deve aparecer com mais força nas vitrines. 
Couro e franjasComo visto na Semana de Moda de Nova York, não é nesta temporada que as franjas vão receber um descanso. Elas aparecem principalmente em saias com barras recortadas, que conferem bastante movimento às peças. Sempre presente no inverno, o couro aparece revisitado em modelagens estilo alfaiataria
         
Azul e vermelhoNada de cores apagadas neste inverno! A aposta são os looks monocromáticos em tons bem vivos, como o azul e o vermelho. Dos pés a cabeça, a cor aparece em saias, vestidos e blusõesde lã.
Lady like Lembra da clássica saia de tule de Carrie Bradshaw em Sex and the City? Pois o modelito bailarina é uma das pedidas na nova estação. As mais românticas vão se proteger das baixas temperaturas ao melhor estilo lady like, com saias fofas, capinhas e até capuz. Destaque para o rosa blush, a cor queridinha do inverno.
PelosA mulherada vai ficar quentinha com os casacos de pele (fake!) que foram desfilados nas principais passarelas.A novidade é uma textura que lembra cobertores infantis – como se fosse uma lã desfiada, que apareceu em tons pastel: rosa, nude, azul-bebê em Nova York. 



domingo, 4 de maio de 2014

HEPATOCARCINOMA (CÂNCER DO FÍGADO)

Olá, existem vários tipos de câncer do fígado, mas decidi escrever em "especial" sobre o hepatocarcinoma, pelo simples fato de que minha mãe faleceu devido a este tipo de câncer.

Poderia contar toda minha triste história aqui, para vocês, que talvez estejam passando por isso neste momento, mas acho que o mais relevante é o esclarecimento sobre esta doença tão devastadora que é o hepatocarcinoma. Quando minha mãe foi diagnosticada com esta doença, o médico deu-lhe apenas seis meses de vida e nos disse que não valeria a pena fazer tratamento algum devido a sua idade (na época 79 anos), mas nós decidimos que faríamos a quimioembolização. E fizemos.
Não foi um tratamento fácil, mas prolongou a vida da minha mãe por mais dois anos, nos permitindo assim desfrutar mais da sua presença conosco.



Hepatocarcinoma

O hepatocarcinoma não consta no Brasil entre os dez mais incidentes, segundo dados obtidos dos Registros de Base Populacional existentes. Sua taxa de incidência padronizada por 100 mil habitantes variava de 1,07 em Belém, em 1988, a 9,34, em Porto Alegre, em 1991 em homens; em mulheres de 0,28, em Belém, em 1988, a 7,04 em Goiânia em 1990. O sudeste da Ásia, Japão e África do Sul apresentam uma incidência particularmente alta de carcinoma hepatocelular, enquanto que nos Estados Unidos, Grã Bretanha e região norte da Europa é raro encontrar este tipo histológico de tumor, observando-se taxas inferiores a 1 por cada 100 mil habitantes.
O carcinoma hepatocelular ocorre em uma frequência três vezes maior em homens do que em mulheres. A faixa etária, com maior predomínio nos Estados Unidos e Europa, está localizada entre a 6ª e 7ª década, enquanto que, nas áreas de grande incidência, o tumor ocorre em pacientes mais jovens, entre a 3ª e 5ª década. A forma fibrolamelar do carcinoma hepatocelular acomete pacientes mais jovens (5-35 anos) e, quando ressecável, o seu prognóstico é tido por alguns como melhor em comparação com os outros hepatocarcinomas.

Fatores de risco

Hepatocarcinoma

Cerca de 50% dos pacientes com carcinoma hepatocelular apresentam cirrose hepática, que pode estar associada ao alcoolismo ou hepatite crônica, cujo fator etiológico predominante é a infecção pelo vírus da hepatite B e C, que estão relacionados ao desenvolvimento de câncer de fígado.
Em áreas endêmicas, a esquistossomose é considerada fator de risco. Atenção especial deve ser dada à ingestão de grãos e cereais. Quando armazenados em locais inadequados e úmidos, esses alimentos podem ser contaminados pelo fungo aspergillus flavus, que produz a aflatoxina, substância cancerígena ligada ao Hepatocarcinoma, além de doenças relacionadas com o depósito de ferro no fígado. O tempo de vida após o diagnóstico de um paciente com o hepatocarcinoma clinicamente detectável é extremamente curto. Assim considerando, o índice de incidência passa a ser equivalente ao de mortalidade.
O hepatocarcinoma possui a possibilidade de prevenção, sendo essa classificada em primária e secundária. A prevenção primária é baseada principalmente no interrompimento da transmissão do vírus da hepatite B, através da utilização de vacinas. A prevenção secundária depende da detecção precoce do tumor, constando da remoção cirúrgica quando o tumor ainda não produziu repercussão clínica, mas já foi detectado pela dosagem no sangue de um marcador tumoral chamado alfafeto-proteína, que é uma substância produzida em 40% a 70% dos fígados acometidos pelo câncer, mas não pelo fígado normal.

Sintomas de Câncer de fígado

Hepatocarcinoma

Os sinais e sintomas dos pacientes com o carcinoma hepatocelular são: dor abdominal (40 a 60%), massa abdominal, distensão (30 a 40%), anorexia, mal-estar, icterícia e ascite (20%). Alguns pacientes poderão evoluir com ruptura espontânea do tumor, caracterizada por dor súbita no hipocôndrio direito de forte intensidade, seguida de choque hipovolêmico por sangramento intra-abdominal.

Diagnóstico de Câncer de fígado

Hepatocarcinoma

Chama muita atenção no diagnóstico do câncer do fígado o pequeno tempo de evolução, ou seja, o paciente apresenta uma doença geralmente muito avançada ao diagnóstico com um tempo de evolução da sintomatologia muito curto. O tempo que o tumor leva para duplicar o volume de massa tumoral é muito curto em comparação com outros tumores, sendo em média de 4 meses no hepatocarcinoma.
A maioria dos pacientes apresenta alguma anormalidade dos níveis das bilirrubinas, fosfatase alcalina e transaminases. Em pacientes sabidamente cirróticos, o aumento brusco da fosfatase alcalina, seguida de pequena elevação das bilirrubinas e transaminases, é sugestivo de malignidade. A alfafetoproteína sérica se apresenta elevada em 75% a 90% dos pacientes com carcinoma hepatocelular. O tipo fibrolamelar não está associado a altos níveis deste marcador.
Nos pacientes de alto risco, a identificação precoce do carcinoma hepatocelular poderá ser realizada facilmente através da dosagem de alfafetoproteína sérica e ultrassonografia hepática. A exatidão da ultrassonografia na identificação de pequenos tumores aumentou de 25% para 90% nos últimos 10 anos.

Metástases Hepáticas

Nos tumores metastáticos colo-retais, pode-se notar em geral um aumento exacerbado da dosagem do antígeno carcinoembrionario (CEA).

Diagnóstico por Imagem

A tomografia computadorizada, quando realizada com contraste endovenoso dinâmico, isto é, com cortes sem contraste, com contraste no tempo arterial, portal e supra-hepático, consegue identificar lesões neoplásicas do fígado com exatidão de 75% a 90%. Porém, lesões menores do que 3 cm têm a sua detecção prejudicada devido à isodensidade do parênquima hepático normal.
O exame através da Ressonância Nuclear Magnética (RNM) não apresenta grande diferença em relação ao estudo pela Tomografia Computadorizada, quanto à capacidade de identificar os tumores hepáticos primários ou metastáticos. Este exame pode definir um pouco melhor a extensão do tumor nos pacientes com cirrose hepática, assim como demonstrar os vasos principais sem a necessidade de administração de contraste venoso e diferenciar lesões císticas.
A laparoscopia permite uma visualização direta e a biópsia do tumor, além de avaliar a presença ou ausência de disseminação peri

Tratamento de Câncer de fígado

Tratamento cirúrgico

O tratamento cirúrgico é o mais indicado nos tumores hepáticos primários, na ausência de metástases à distância e nos tumores hepáticos metastáticos em que a lesão primária foi ressecada ou é passível de ser ressecada de maneira curativa. A eficácia e segurança na ressecção hepática são fundamentadas no conhecimento da anatomia e compreensão da fisiologia do fígado. A indicação de uma cirurgia de ressecção hepática dependerá do estado clínico do paciente e da quantidade prevista de parênquima hepático restante, que deve ser em torno de 10% do peso corporal. Nos pacientes cirróticos, somente os com a classificação de Child A (cirrose inicial) são candidatos a ressecção hepática segura.
Em estudos realizados por Hughes a única contra-indicação absoluta para a ressecção da doença metastática hepática é a impossibilidade de uma garantia de margem de ressecção livre de doença, presença de comprometimento linfonodal e/ou impossibilidade da ressecção da lesão primária. A ultrassonografia intra-operatória tem auxiliado muito na correta indicação cirúrgica, proporcionando a identificação de novos achados em 42% dos pacientes submetidos à hepatectomia.
Nos últimos anos, o INCA vem incorporando novas práticas, tendo aumentado o número de casos de adultos tratados em 300%, com resultados significativos na redução da morbidade (17,5%) e mortalidade (5,2%) por este tipo de câncer. A adoção da embolização portal, que gera um aumento do fígado sadio, a segmentectomia anatômica, preservando mais figado, radioablação destruição dos tumores pelo calor e a re-ressecção (ressecções repetidas) têm contribuído para este avanço técnico-científico. O INCA foi inclusive o primeiro centro público da América Latina a utilizar crioterapia (destruição tumoral pelo frio) na cirurgia hepática.

Métodos de controle da perda sanguínea intra-operatória

Pode-se diminuir a necessidade de hemotransfusão durante a ressecção hepática utilizando técnicas de exclusão vascular, hipotermia, hipotensão controlada, aspiração ultrassônica, coagulação com argônio ou simplesmente atendo às técnicas convencionais de ressecção.

Tratamento complementar

A radioterapia nos tumores hepáticos é limitada pela baixa tolerância do parênquima hepático à radiação. A dose tolerada fica abaixo da necessária para uma efetiva ação antitumoral e controle da lesão, mas acarreta alívio temporário de sintomatologia. É necessário avaliar os riscos de lesão do parênquima hepático normal, limitando muito o emprego desta terapêutica.
A droga mais ativa até o momento (quimioterapia) é a Doxorubicina, para o tratamento de tumores primários e as taxas de resposta giram em torno de 10%. O 5-fluoracil, por via sistêmica é a droga mais comumente utilizada de forma isolada ou em associação com o ácido fólico e a Oxiplatina no tratamento de doença colo-retal metastática com respostas em torno de 20% a 30%. A quimioterapia intra-arterial hepática possibilita maior concentração da droga no fígado com menor efeito tóxico sistêmico. Por esta via, o Floxuridine (FUDR) tem sido a droga mais empregada no tratamento do câncer colo-retal metastático para o fígado.
Na quimioembolização emprega-se a combinação de drogas e partículas de gel insolúvel (ex: cisplatinum e lipiodol e espongel), que são infundidas até que haja uma estagnação do fluxo arterial para o tumor, determinando um aumento da concentração local da droga com simultânea isquemia e necrose.toneal. Sua eficácia aumenta quando associada à ultrassonografia videolaparoscópica, aumentando o índice de ressecabilidade dos pacientes selecionados para a laparotomia.
A colangioressonância, a colangiotomografia, a colangiografia endoscópica retrógrada ou percutânea transhepática podem ser úteis no diagnóstico e no planejamento do tratamento dos tumores, principalmente das vias biliares.