NOVOS RECURSOS VÊM AUMENTANDO O ÍNDICE DE CURA DESSE TIPO DE CÂNCER,SEM NECESSIDADE DE AMPUTAÇÃO DO MEMBRO AFETADO.
Há pouco mais de uma década o diagnóstico de sarcoma - tipo de câncer que atinge ossos,músculos,tendões e articulações - significava,na maioria dos casos,a necessidade de amputação do membro acometido e um prognóstico pouco alentador mesmo após o procedimento.O avanço dos meios de diagnósticos por imagem,das técnicas cirúrgicas,da quimioterapia e das próteses de reconstrução reverteu esse quadro,permitindo a preservação dos membros atingidos com ótimas taxas de recuperação e com qualidade de vida.
A maior incidência dos sarcomas é entre as crianças e adolescentes.É o segundo câncer mais frequente nesse grupo.Como atinge,sobretudo,quem está em fase de crescimento,acredita-se que seja causado por falhas no processo de multiplicação das células nessa etapa da vida.Os tipos mais comuns são o osteossarcoma e o sarcoma de Ewing, que acometem principalmente joelhos,ombros e quadris.
Na maioria dos casos,são diagnosticados em estágio avançado,pois seus sintomas - dor e inchaço local - são confundidos com os causados por traumas nas quedas e contusões,comuns nesta faixa etária.O diagnóstico diferencial é feito por meio de exames como radiografias,tomografia computadorizada e ressonância magnética.
A cirurgia para ressecção do tumor é conduta obrigatória,precedida por três meses de quimioterapia.As intervenções são cada vez menos invasivas.Consistem na remoção do tumor e na reconstrução do osso com próteses de metal feitas sob medida para cada paciente,permitindo uma rápida recuperação.Crianças menores,para conseguir acompanhar o crescimento,recebem próteses que podem ser alongadas,possibilitando a equalização dos membros.Em crianças muito jovens (8 anos ou menos),já que as próteses não são indicadas,são feitos transplantes microcirúrgicos de partes de seus próprios ossos.
Após a cirurgia são necessários mais seis meses de quimioterapia.Também vem sendo testada a quimioterapia via oral,em baixas doses,durante dois anos após a cirurgia,com o objetivo de evitar a metástase pulmonares ou ósseas tardias.No Brasil, 60% dos pacientes submetidos à cirurgia dos sarcomas,com a preservação do membro,mostram-se curados e com vida normal dez anos depois do procedimento.O diagnóstico precoce é a melhor forma de o paciente atingir a cura total.Por isso,dor e inchaço local persistentes,que não regridem após algumas semanas de tratamento com anti-inflamatórios,são um alerta para buscar,sem demora,uma investigação médica mais aprofundada.
Mais informações sobre esse assunto: www.einstein.br.
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